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O Som das Letras nasceu para partilhar a minha grande paixão pelos livros. Apesar de já se ter tornado um blog para reflexões pessoais, o fundamento da sua existência é o gosto pela literatura.
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O Museu da Cidade acolhe até 29 de Janeiro de 2012 a exposição "Frida Kahlo - As suas fotografias", uma selecção de mais de 250 imagens das 6.500 que perfazem o arquivo do Museu Frida Kahlo. "Um conjunto significativo de fotografias que serviam à pintora mexicana como recordação, ferramenta de trabalho ou como meio para exorcizar a solidão."
Aconselho a visita. As fotografias tiradas pela artista ou oferecidas por amigos são o espeçho de uma época.
A fotografia é por si só uma memória do que passámos.
Foi lançado e não o comprei de imediato. Nem sei qual a razão! Apenas não me apeteceu na altura!
Depois foi lançado numa edição de "livro de bolso", muito mais económico e eu olhava para ele todos os dias quando ia dar uma vista de olhos nas novas publicações. Um dia esqueci-me em casa do livro que andava a ler e, para não andar a polir a calçada de Lisboa, decidi-me em comprá-lo.
Bendita a hora!
Não é apenas mais um livro acerca de Portugal da época de Salazar; não é apenas mais um livro sobre a Ditadura. Enquanto Salazar dormia mostra-nos um uotro lado dessa época. Fala da Lisboa dos anos 40, década em que podíamos viver o glamour da Europa, misturado com a pobreza de Portugal. O glamour vindo dos ingleses e alemães (muitos deles espiões de ambos os países) que subiam e desciam o Rossio; a pobreza dos portugueses que viviam apenas com aquilo que a terra lhe dáva.
Jack Gil, espião luso-britâncio, poderá ser denominado como o protagonista da história, uma vez que é quando Jack volta a Portugal, 50 anos depois de ter "abandonado" o nosso país, que regressamos aos anos 40 e revivemos o que Kack viveu e as mulheres que amou.
Sinopse: Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espeiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazi que actuam por todo o país, do Estoril ao Cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memória, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros mebros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade.
Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam "enquanto Salazar dormia", como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6.
Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.

Tenho lido muita coisa e ainda tenho muito para ler. Tenho lido muita coisa que cai em saco roto e tenho lido grandes obras que são verdadeiros instrumentos para um enriquecimento pessoal. O Anibaleitor está englobado no último grupo e após a sua leitura passou a constar na lista dos meus livros preferidos.
Deixo-vos com uma passagem da obra que servirá de aperitivo àqueles que estejam interessados em adquirir o livro:
"Um leitor deve apagar-se perante o livro que está a ler, perguntas tu? Eu não serei tão radical. Por que motivo irira eu deixar de ser eu só por estar a ouvir outro a discorrer? E como poderia eu deixar de ser eu, mesmo que quisesse? Acaso já inventaram a cirurgia plástica para o espírito? (...) É no entanto verdade que o leitor tem de saber tentar falar a língua do livro. Falar a língua do livro e abandonar-se à sua melodia, deixae-se ir na corrente, em vez de desperdiçar forças remando contra a maré. Não digo que nos tenhamos de submeter, apenas que devemos estar disponíveis. O livro, ao ser escrito, já deu um grande passo na nossa direcção: é uma dádiva. Cabe-nos agora a nós retribuir a gentileza e dar um passo em direcção ao livro."
Ontem terminou mais uma Feira do Livro em Lisboa e, como seria de esperar, lá estive para me despedir e fazer as minhas últimas compras.
Agora que terminou, eis a lista das minhas aquisições que estão todas alinhadas em lista de espera para a sua leitura:
A Noiva Romanov, Robert Alexander
Não sei nada sobre o amor, Júlia Pinheiro
Sete Anos no Tibete, Heinrich Harrer
Mau Tempo no Canal, Vitorino Nemésio
Maria Madalena e o Santo Graal - A Mulher do Vaso de Alabastro, Margaret Starbird
Siddhartha, Hermann Hesse
A Sul da Fronteira, A Oeste do Sol, Haruki Murakami
Zorro - O Começo da Lenda, Isabel Allende
Filhos do Abandono, Torey Hayden
A criança que não queria falar, Torey Hayden
Os últimos dois foram comprados ontem quando ouvi que a escritora estava na Presença a autografar os seus trabalhos.
Não é todos os dias que se tem oportunidade de ter à nossa frente escritores de renome e ter as suas obras autografadas. Como Torey Hayden não era uma escritora desconhecida para mim, uma vez que já tinha lido uma obra dessa escritora, fiz questão de comprar mais alguns que já faziam parte da lista de livros desejados e foi só juntar o útil ao agradável.
Ficaram muitos por comprar ... para já
O título deste post foi descadaramente pedido emprestado à Revista Sábado n.º 261, mas não me lembrei de outro título tão bem apropriado para entitular a minha sugestão para esse fim-de-semana.
É já a partir de amanhã que os lisboetas podem contemplar objectos pessoais e partes do navio mais famoso da história - o Titanic.
A exposição, intitulada TITANIC - The Artifact Exhibition, terá lugar no Espaço Rossio, no 2.º andar da Estação Ferroviária do Rossio e estará aberta todos os dias das 10:00 às 21:00, pelos próximos 3 meses.
Em 2004 (salvo erro) fui a uma exposição na cidade do Porto precisamente sobre a história do Titanic. Já na altura aquela exposição me marcou imenso e tenho a certeza que essa irá ter o mesmo resultado.
O meu programa de fim-de-semana será muito provavél ser da seguinte forma:
* Feira do Livro (pela 3.ª vez e ainda não a última);
* Exposição "Titanic - The Artifact Exhibition"
* Museus e mais museus
Apenas espero que São Pedro esteja a pensar sair de casa também e que o tempo esteja agradável!!!
Como eu adoro a altura da Feira do Livro.
Condições climatéricas excelentes, fim-de-semana prolongado, livros às toneladas, preços simpáticos, sessões de autógrafos, passear pelo parque ... tudo isso faz parte da essência da Feira do Livro de Lisboa.
Esse fim-de-semana dediquei-o a mim e ao meu maior prazer ... os livros.
Hoje, talvez por ser o Dia da Mãe, a feira estáva mais calma. Pouca gente, um calor suportável, uma brisa repentina para nos refrescar. Uma tarde muito bem passada ... tranquila.
Até 17 de Maio ainda irei ao Parque Eduardo VII mais umas quantas vezes. Talvez mais durante a semana, depois de um dia de trabalho. Apenas tenho de me inteirar das sessões de autógrafos e dos lançamentos previstos, de forma a agendar melhor o meu dia.
A 79.ª Feira do Livro está excelente.
No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
"Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Próteo são cortadas"
In, Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões
Canto I, Estrofe 19
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